sábado, 5 de novembro de 2011

02 de novembro de 2011 - Um dia histórico para a comunidade Santo Antônio.

Inclusão social é um conjunto de meios e ações que combatem a exclusão aos benefícios da vida em sociedade... Inclusão Social é oferecer aos mais necessitados oportunidades de acesso a bens e serviços, dentro de um sistema que beneficie a todos e não apenas aos “mais favorecidos” no sistema meritocrático em que vivemos.
Dia 02 de novembro de 2011, foi um dia histórico para a comunidade Santo Antônio, localizada atrás do bairro Pedra Branca, em Santa Cruz.
Um mutirão solidário foi realizado na comunidade com alunos do curso de cabeleireiro que a Pão é Vida estará formando dia 12 de novembro e brincadeiras com as crianças.
A comunidade estava alegre as crianças ansiosas para ver em telão (exibido na traseira do Motor Home) as fotos e vídeos o passeio realizado no dia das crianças. Fizemos mais que isso, exibimos fotos dos últimos 3 anos de atividades na comunidade. Foi servido bolo e refrigerante para crianças e adultos presentes.
Só não foi possível a exibição do filme porque com a precariedade da energia, o data show que projetaria o filme queimou pelas oscilações na energia.
RECORDAR É VIVER...
Dia 08 de junho de 2008, Pão é Vida promoveu um mutirão solidário, na escola Donatila da Costa Lima, ao lado de uma comunidade na época conhecida como “Favela do papelão” onde trabalhamos desde fevereiro 2008 mapeando famílias assistindo e conscientizando aquelas família que viviam em barracos improvisados com plástico ou papelão.
Algumas são oriundas do Buíque, Alagoinha e Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco. 20 cabeleireiros, e outros profissionais estiveram prestando serviço voluntário para a comunidade, com aferição de pressão arterial, um agente se saúde ministrou palestra sobre o perigo da dengue, cortes de cabelo, teatro com fantoches, brincadeiras com palhaços e sorteio de brindes. 
Em uma das primeiras visitas realizadas na comunidade, abordamos um homem cozinhando um caldo numa panela de barro, embaixo de uma algaroba, envergonhado, ele nem ousava levantar a cabeça para olhar quem falava com ele...  Hoje o mesmo cidadão, doa o lanche para cerca de 40 crianças que participam dos projetos da ONG Pão é Vida na comunidade.
Após realizar inúmeros projetos em São Paulo na Paraíba e Rio grande do Norte, em janeiro de 2008, chegamos em Santa Cruz do Capibaribe em PE.
Por causa do crescimento e desenvolvimento do polo têxtil na região Agreste, a cidade é conhecida como “Capital da Sulanca”, no entanto, existem inúmeros problemas sociais e de infra estrurura a serem resolvidos. Todos os dias chegam famílias oriundas dos sítios e povoadas e cidades do Sertão e Agreste em busca de trabalho, mas, sem qualificação profissional, ficam fora do mercado de trabalho, elas precisam ser assistidas e orientadas.
Em 2009 saiu uma liminar para retirar as famílias de um local conhecido como “Favela do papelão”. Cerca de 90 famílias viviam ali morando embaixo de barracos de plástico ou de papelão. Batalhamos junto à secretaria de ação social da Santa Cruz, buscando uma solução para a situação, essas famílias em situação de vulnerabilidade social; moravam há anos nesse local, elas são por vezes, a parte "invisível" do povo brasileiro.
Na época entregamos um mapeamento com os nomes das famílias á secretária de ação social do município e partilhamos com ela das nossas ações na comunidade e da nossa preocupação quanto ao futuro daquelas crianças. 
A doação dos terrenos ocorreu exatamente quando completou 1 ano que a Pão e Vida e a PIB em Santa Cruz fazia o acompanhamento das famílias. 
Dia 15 de junho de 2009, as famílias foram retiradas da “Favela do papelão” para outra área doada pela prefeitura de Santa cruz do Capibaribe.  
Dia 16 á 28 de junho, foi o período mais difícil para as famílias, sem seus barracos ou qualquer estrutura as famílias dormiram vários dias ao relento, numa época chuvosa,  elas não tinham sequer pregos para refazerem seus barracos, tudo o que possuíam eram restos de papelão e pedaços de plásticos que trouxeram da favela do papelão, onde viviam.
Naqueles dias levamos compensados, cobertores, roupas e pregos, além ajudarmos na montagem dos barracos e da estrutura temporária até que pudessem construir suas casas de alvenaria.
Em parceria com Primeira Igreja Batista e empresa Rota do Mar, oferecemos cursos de informática, costura industrial em 2009 e 2010.
Durante esses anos temos semanalmente realizado atividades na comunidade que nos conhece o trabalho da ONG, e sabe do nosso real interesse pela melhoria na qualidade de vida delas. 
O Tarciso (foto) é um dos moradores da comunidade que está concluindo seu curso de cabeleireiro, através da nossa visão de capacitar e emancipar pessoas.

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