segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

ONG PÃO É VIDA ENTREGA ALIMENTOS DA CAMPANHA NATAL COM MESA FARTA NO SERTÃO

Após participar das atividades e ganhar as doações as famílias ainda enfrentam uma longa jornada pela Caatinga seca.
O Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA),  é prevista na Declaração Universal dos Direitos Humanos, embora não seja um direito amplamente divulgado.
Dias 16 e 22 de dezembro de 2012 foi realizado a entrega de cestas básicas, roupas e calçados no Sertão Nordestino.
As famílias foram avisadas previamente porque já atuamos na região com o a implantação de um projeto de irrigação com objetivo de gerar renda e autonomia. O número de pessoas reunidas na Base da ONG Pão é Vida, no sítio Baixas surpreendeu... Cerca de 250 famílias. O sol escaldante não intimidou as corajosas sertanejas que chegavam montadas em  seus cavalos e jumentos para participar das atividades promovidas, e levar sua cesta de natal pra casa...
Crianças se preparam para a Gincana cultural
Atividades lúdicas foram realizadas com as crianças, na sombra de um cajueiro, onde fizemos uma mini gincana cultural com objetivo de fazer uma análise dos conhecimentos gerais das crianças e adolescentes, e assim cada resposta certa dava direito a um brinde! Ao final da gincana entregamos os presentes doados que para as crianças  e levamos todas elas para comer pão doce com refrigerante na cozinha da base.
                                     SAIBA COMO SE DEU A ARRECADAÇÃO
O inicio da campanha se deu quando realizamos uma caminhada para arrecadação de alimentos nas ruas de Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco. A caminhada aconteceu no dia 02 de dezembro onde recolhemos  pouco mais de meia tonelada.  Contamos com ajuda de voluntários da ONG e cooperadores da empresa Rota do Mar que cedeu o caminhão para fazer o percurso. Durante a ação um carro de som ia na frente anunciando o objetivo da ação, e os voluntários recebiam os alimentos das mãos dos moradores. Durante o período em que realizamos a campanha foi arrecadado em torno de 2.500 quilos de alimentos. Durante toda a campanha tivemos caixas em diversos pontos de arrecadação.
Na última semana recebemos telefonema de uma família que estava recolhendo alimentos em Recife, e desejava vir entregar os alimentos no Sertão, eles haviam arrecadadas 411 cestas de alimentos, a pessoa que fez o contato conosco desejava saber onde e como doar... Contamos com apoio da Sirleide, esposa de Antônio Manoel, (voluntário da ONG) para guiar o grupo pelos sítios e fazer a entrega direto para as famílias.
Famílias recebendo cestas de alimentos, roupas e calçados novos.
Os alimentos da campanha Natal com mesa farta desse ano foram doados nos sítios de Manari e Inajá. As famílias beneficiados com as cestas são dos seguintes locais: Lagoa do meio,  Kizanga, Baixa 1, Baixas, Bargadinha, Queimadas, Ribeira dentre outros...
Crianças recebendo os presentes de natal
Vamos continuar lutando e acreditando que é possível partilhar o que temos recebido, pedindo sempre a Deus que nossas mentes sejam iluminadas para que o amor e a compaixão tenha sempre espaço em nossos corações. É notório no mundo atual o crescente interesse por questões tecnológicas e econômicas e menos interesse pelas questões sociais. Essa foi a última atividade da Agenda anual da ONG Pão é Vida em que em 2012 completou 8 anos de existência. Precisamos de sua ajuda para continuar existindo, faça parte dessa iniciativa que está ajudando transformar vidas.
Agradecemos a todos os amigos, parceiros e voluntários que fizeram parte dessa ação!
                                              COMUNICADO IMPORTANTE
Muitas ONGs firmam parceria com centrais de telemarketing onde operadores ligam insistentemente solicitando doações. Não temos nada contra essa política institucional, no entanto, comunicamos aos parceiros e voluntários que não utilizamos essa política de levantamento de fundos.
Se alguém ligar pra você em nome da ONG Pão é Vida solicitando dinheiro ou dizendo que um mensageiro passará em sua residência para receber. Entre em contato conosco imediatamente: TIM (81) 9752 0140 ou 9278 9315 (CLARO).
Desde a sua fundação a ONG possui sua conta corrente, onde pode ser depositada qualquer contribuição para nos ajudar com as ações e projetos.
BANCO DO BRASIL - AGÊNCIA: 0361-1 CONTA CORRENTE: 15.422-9  - Associação Pão é Vida  CNPJ: 08.316521/0001-64 - Twitter:  http://twitter.com/#!/ongpaoevida
Blog: www.ongpaoevida.blogspot.com - Site: www.paoevida.org
Base no Sítio Baixas em Inajá
Equipe de voluntários
SEDE: Rua Diógenes Taborda 16, Casa II - Jardim Eledy - CEP: 058.56-030 - São Paulo/SP
BASES DE APOIO NO NORDESTE
SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE: Vereador Severino Ribeiro da Silva – Bairro Novo em Santa Cruz do Capibaribe - PE
INAJÁ ZONA RURAL: Baixas na Zona Rural do município que fica na divisa com Manari, no Sertão Pernambucano.
CURRAIS NOVOS: Av. Rodolfo Pereira, 422 – Bairro: Parque Dourado.
A fila para receber alimentos e roupas

Voluntária  lubrifica máquina  de costura para que as mulheres continuem costurando

sábado, 15 de dezembro de 2012

CAFÉ DA MANHÃ ESPECIAL PARA UMA EQUIPE CAMPEÃ

Caio se preparando para saborear seu lanche ...
Todos sendo servidos por Mary, Valéria, Solange e Mariane
As crianças em campo fazendo a bola rolar ...
Tempo de ouvir e aprender princípios para que outras virtudes sejam despertadas
Após o treino dessa manhã, um delicioso café aguardava toda a equipe do time ...
Crianças em volta da mesa, aguardam  o café ser servido!
Pão recheado com frios, bolo, sucos e frutas para repor as energias da galerinha!


Hoje dia 15 de dezembro de 2012 ás 7:30h a ONG Pão é Vida ofereceu um café da manhã para as crianças. Agradecemos aqueles que estivem conosco lá e a PIB por essa parceria da primeira igreja Batista pelo espaço ao lado do 2º templo em Santa Cruz do Capibaribe, onde está sendo  realizado os treinos da equipe.
Dia 02 de dezembro de 2012 as crianças que estão jogando futebol no terreno da Primeira igreja Batista em Santa Cruz do Capibaribe tiveram sua primeira vitória! Eles estão treinando há alguns meses e essa foi à primeira vez que disputaram uma partida com outro time... Eles venceram a partida! O nosso objetivo é que possamos ter uma escolinha de futebol bem organizada para que as crianças possam ter uma oportunidade de convivência, interação e aprendizado, além de desenvolver habilidades futebolísticas. 


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

EM BREVE MAIS UM ANO SE FINDA, E COM ELE MAIS UMA ETAPA DA VIDA


Em breve o mais um ano se finda e com ele mais uma etapa de nossas vidas se encerra, tempo propício para avaliar nossas escolhas, erros e acertos. O que realizamos ou deixamos de realizar {...} Devemos observar nossos erros como um artista vê o rascunho de sua obra de arte, certo de que o melhor está por vir, ele se esmera para fazer sempre o melhor. O Natal é um tempo ideal para refletir sobre a salvação e também demonstrar gratidão a Deus exercitando a solidariedade.  
                  uma escolinha de futebol para alcançar crianças
Dia 02 de dezembro as crianças que estão jogando futebol no terreno da Primeira igreja Batista em Santa Cruz do Capibaribe tiveram sua primeira vitória. Eles estão treinando há alguns meses, esta foi à primeira vez que disputaram uma partida com outro time, venceram a partida! O nosso objetivo é que possamos ter uma escolinha de futebol bem organizada para que as crianças possam ter uma oportunidade de convivência, interação e aprendizado, além de desenvolver habilidades futebolísticas. 
 Dia 15 de dezembro de 2012 ás 7:30h a ONG Pão é Vida vai oferecer um café da manhã para as crianças, seus pais ou responsáveis. O espaço ao lado do 2º templo em Santa Cruz do Capibaribe está sendo cedido gratuitamente para essas atividades. Agradecemos a PIB por essa parceria.
                            PROJETO DE IRRIGAÇÃO NO SÍTIO BAIXAS 

Nas últimas semanas estivemos bem ocupados com o período de colheita no Sertão do Moxotó. Após investimento da  ONG Pão é Vida e seus parceiros na perfuração de um poço, bomba, canos e reservatórios. Desafiamos 10 famílias para participar do plantio e assim ter a oportunidade de amenizar o sofrimento em meio a pior seca dos últimos 40 anos.
 Aquelas famílias que permaneceram firmes puderam colher o fruto do seu trabalho. A melancia foi à cultura que se mostrou adequada para o solo. 

Devido ao péssimo acesso e o fato de ter que vender a atravessadores, que possuem caminhões para retirar o produto impediu que o lucro das famílias fosse melhor. O quilo da melancia foi vendido a R$ 0,25 é muito baixo, mas, ou vendia assim ou perdia tudo...
O desafio de ver uma comunidade tão esquecida se desenvolver tem seu preço. Esse é o terceiro ano que estamos comprometidos com esse trabalho, vemos que é como se lançarmos uma gota em um oceano... São 53 sítios com mais 9.000 pessoas que são ignoradas pelo poder público. Ao findar a perfuração meses atrás tentamos conseguir ajuda da prefeitura do município para pagar a conta de energia para irrigar a terra, e nos foi negado. Seria para benefício do seu povo, porém, constatamos não haver interesse algum para que as pessoas saiam da situação em que estão.
Olhar aquela imensidão seca animais e pessoas padecendo é mesmo de cortar o coração...
Transcrevo abaixo palavras de um parceiro que visitou o projeto em Manari nessa semana. O que ele postou numa rede social é fato! Por vezes, somos tomados por uma imensa insatisfação sem um sentido real de ser... Isso ocorre quando se tem o que comer, o que vestir, boas escolas, transporte para se locomover... É por isso, trabalhar ou visitar as comunidades do Sertão nessa época pode nos ajudar a refletir sobre gratidão e sobre o sentido da vida. 

POR ARNALDO XAVIER – Esteve visitando sítios conosco ...
TÁ RUIM...??? Hoje passei o dia na cidade de MANARI-PE, ou mais precisamente no SÍTIO BAIXAS (Zona Rural) MANARI é a Cidade mais pobre do BRASIL, menor IDH(Índice de Desenvolvimento Humano) viajamos cerca de 800 Km para visitar famílias, o que encontramos é SURPREENDENTE... pessoas sobrevivendo em estado lastimável, muita fome, sede, sol... Falta tudo, encontramos escola Municipal onde o quadro negro é feito de papelão, gente que ás 13;00hs não tinha comido nada... O acesso do veiculo quase que impossível. Muitas crianças vivendo em verdadeiro estado de abandono... animais morrendo sendo sustentado por redes, pois se deixar ele deitar não consegue mais levantar (ver foto), Realmente é de cortar coração estão vivendo uma seca muito grande... Vi Ônibus que recortaram parte para ser colocado Tanque e ser transformado em carro Pipa... História de Animais que chega próximo do cercado com tanta fome e sede que parece gente com os olhos chorando... Fiz Grande Reflexão em minha vida depois desta visita, porque reclamamos tanto de pequenos problemas? Porque maldizemos nossa vida? Porque fazemos tempestade em copo d'água? Pois bem tenho certeza que grande parte de minha vaidade perdi hoje, e com certeza vou procurar parceiros para ajudar aquela gente, que por sinal já tem um casal fazendo um trabalho Fantástico (Joana e Ronaldo). Ahhh pra você tem algo Ruim em sua vida?? Da uma passadinha no SÍTIO BAIXAS em MANARI-PE.  Deus tenha Misericórdia nossa.

Precisamos de parceiros que façam um compromisso mensal de nos ajudar nos custos para continuarmos levando adiante esses projetos. 

 FAÇA PARTE VOCÊ TAMBÉM PARA QUE POSSAMOS AVANÇAR COM OS PROJETOS 
SEJA UM PARCEIRO Associação Pão é Vida - CNPJ: 08.316521/0001-64 - Deposite sua contribuição para: ASSOCIAÇÃO PÃO É VIDA /AGÊNCIA: 0361-1 CONTA CORRENTE: 15.422-9 - BANCO DO BRASIL.
 SITE: www.paoevida.org - BLOG
www.ongpaoevida.blogspot.com - TWITTER http://twitter.com/#!/ongpaoevida

                            LEIA ESSA RECENTE NOTÍCIA SOBRE O NORDESTE
DILMA LANÇA PROJETO - MAIS IRRIGAÇÃO -
Dilma promete acabar com a "indústria da seca"
A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira 13 de novembro de 2012, durante o lançamento do “Mais Irrigação”, que o programa poderá reverter a chamada “indústria da seca” e mudar o perfil de desenvolvimento econômico do Semiárido brasileiro, principalmente no Nordeste. 
Como se dará a execução? O principal eixo do programa é o que cria concessões para o setor privado objetivando a implantação de infraestrutura e exploração de áreas irrigadas. As concessões terão prazo até 40 anos e os  vencedores serão definidos pelo valor da tarifa de uso das terras irrigadas, segundo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. “Quem terá o direito de ocupar será o que propor a tarifa de irrigação mais competitiva”, declarou.

“Não sei se viverei mais 40 anos para ver o projeto da presidente se concretizar no Semiarido Brasileiro... Isso me fez lembrar da SUDENE e suas promessas não cumpridas!  Nasci e cresci no Sertão ouvindo que a SUDENE iria desenvolver o Nordeste. Foi extinta em 2001 suspeita de desvios bilionários, (estratégica essa extinção: assim  ninguém foi punido pelos tais desvios)”.   Por Joana D´arc
          A "MORTE E A RESSURREIÇÃO"  DA SUDENE
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE - criada pela Lei 3.962 de 15 de Dezembro de 1959, nasceu de um amplo debate social e se tornou o maior e mais importante espaço democrático e político-institucional para o desenvolvimento regional jamais criado neste País. No dia 2 de maio de 2001, foi extinta pela Medida Provisória 2.145, assinada pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso e reativada pelo Presidente Lula, por meio do DECRETO Nº 6.198, DE 28 DE AGOSTO DE 2007. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ONG PÃO É VIDA PROMOVEU ALMOÇO BENEFICENTE EM PERNAMBUCO


Domingo dia 11 de novembro de 2012, foi realizado o almoço Beneficente musical promovido pela ONG Pão é Vida no Cabana Club em Santa Cruz do Capibaribe / PE.
Cerca de 500 pessoas se fizeram presentes do meio dia ás 14 horas para prestigiar a exposição de artesanato e degustar um delicioso almoço que foi preparado por uma equipe maravilhosa. Pessoas doaram seu tempo para nos ajudar nesse realizar esse almoço.


Na ocasião esteve conosco Voluntários, irmãos, líderes cristãos e parceiros da instituição que prestigiaram o evento apesar de ser dia de feira na capital da Sulanca.
Esteve presente também o  Eduardo e sua esposa, da RÁDIO SANTA CRUZ FM, que apoiou a divulgação  do evento,  a galera dos BLOGS de Santa Cruz, o MINISTÉRIO CONEXÃO IDE, o Jader e a Chelly Medeiros conheceram a ONG em Caraúbas / PB no ano de 2007, eles juntamente com o pessoal da Banda estiveram louvando a Deus no evento.
Os jornalistas Júlio Cesar e Patrícia, de Campina Grande, vieram com a Aristóbulo e Fátima do CN agitos, de Currais. 

Júlio já visitou os projetos em Inajá, e publicou reportagem sobre o casal fundador da ONG Pão é Vida no Jornal o Diário da Borborema. Fátima Sousa é a jornalista bicampeã do premio BNB de Jornalismo, parceira da ONG e amiga do casal.
As senhas do almoço foram vendidas por muitos irmãos e amigos {...}  
Agradecemos a todos eles e aos que trabalharam nas diferentes equipes: cozinha, sobremesas, artesanato e no apoio, bem como ao pessoal da mídia que divulgou o evento. O local nos foi cedido gratuitamente pela empresa Rota do Mar.
A ONG inicia hoje dia 14 de novembro de 2012 seu 8º ano de existência A Instituição nasceu no coração de um gaúcho, Ronaldo Henzel, e uma sertaneja, Joana D´arc. 
No ano de 2002 o casal fundador já atuava com um trabalho social de apoio a famílias no Canal Stª Bárbara em Pelotas/RS. Na época Ronaldo e Joana eram proprietários de 2 empresas  e foram convidados para ir até o local onde viviam cerca de 1.000 famílias levar doações.


Na ocasião viram que expressões da questão social bem presente ali numa cidade tão próspera... A partir de então o casal juntamente com Etiene, Eduardo, Isabel, Leonel e Marta, na época todos membros da Brasa em Pelotas, iniciaram ações de cidadania e cuidado espiritual chamado posteriormente de: Projeto amor.

Em 2004 após terem realizado 3 viagens de férias ao Nordeste, o casal tomou a decisão de comprar um Motor Home e passaram a morar nele, realizando ações e projetos no Sertão.
Atuamos promovendo cursos, oficinas e gratuitos e outros projetos itinerantes. Nossas ações de Inclusão social são realizadas com doações voluntárias de pessoas físicas e/ou jurídicas, porque Não recebemos verbas governamentais.
O almoço foi promovido para arrecadar fundos para o projeto de irrigação e agricultura familiar  que a ONG desenvolve no Sítio Baixas, localizado no Sertão do Moxotó.

AGRADECEMOS A TODOS QUE CONTRIBUÍRAM SEM VOCÊS NÃO TERÍAMOS TIDO ÊXITO!
                                        COMUNICADO IMPORTANTE
Muitas ONGs firmam parceria com centrais de telemarketing de onde operadores ligam insistentemente solicitando doações. Não temos nada contra essa política institucional, no entanto, comunicamos aos parceiros e voluntários que não utilizamos essa política de levantamento de fundos.
Se alguém ligar pra você em nome da ONG Pão é Vida solicitando dinheiro ou dizendo que um mensageiro passará em sua residência para receber. Entre em contato conosco imediatamente: TIM (81) 9752 0140 ou 9278 9315 (CLARO).
Desde a sua fundação a ONG possui sua conta corrente, onde pode ser depositada qualquer contribuição para nos ajudar com as ações e projetos.
BANCO DO BRASIL - AGÊNCIA: 0361-1 CONTA CORRENTE: 15.422-9  - Associação Pão é Vida  CNPJ: 08.316521/0001-64 - Twitter:  http://twitter.com/#!/ongpaoevida

ARRECADAÇÃO DE ALIMENTOS PARA UM NATAL COM MESA FARTA 2012

A ONG Pão é Vida trabalha todos os anos as principais datas comemorativas nas comunidades atendidas com ações e projetos... Natal, Páscoa, Dia das crianças são momentos propícios para expressar amor e solidariedade para todos aqueles que fazem parte da nossa vida.
Em breve o mais um ano se finda e com ele mais uma etapa das nossas vidas se encerra,   tempo propício para avaliar nossas escolhas, erros e acertos. O que realizamos ou deixamos de realizar {...} Devemos observar nossos erros como um artista vê o rascunho de sua obra de arte, certo de que o melhor está por vir, ele se esmera para fazer sempre o melhor. O Natal é um tempo ideal para refletir sobre a salvação e também demonstrar gratidão a Deus exercitando a generosidade. 
Existe um crescente interesse no mundo atual por questões tecnológicas e econômicas e menos interesse pelas questões sociais. Nossas mentes precisam ser iluminadas por Deus para que o amor e a compaixão tenha espaço em nossos corações. 
Nesse ano mais uma vez, a ONG se une a empresas parceiras para realização da campanha NATAL COM MESA FARTA que visa à arrecadação de alimentos para serem distribuídos dias 8 e 22 de dezembro de 2012 na Zona rural de Inajá e Manari em Pernambuco.
PONTOS DE ARRECADAÇÃO: Na fábrica e nas lojas Rota do Mar em Caruaru, Toritama - Santa Cruz do Capibaribe.
Salão de Miria Catanha, na Rua Cabo Otávio - centro
Academia Universidade do Corpo: Beatriz filomena Nunes - Dona lIca
1ª Igreja Batista no centro de Santa Cruz do Capibaribe / PE
Rua Severino Ribeiro da Silva, 94 Bairro Novo, também em Santa Cruz do Capibaribe/PE. 
                                              COMUNICADO IMPORTANTE
Muitas ONGs firmam parceria com centrais de telemarketing onde operadores ligam insistentemente solicitando doações. Não temos nada contra essa política institucional, no entanto, comunicamos aos parceiros e voluntários que não utilizamos essa política de levantamento de fundos.
Se alguém ligar pra você em nome da ONG Pão é Vida solicitando dinheiro ou dizendo que um mensageiro passará em sua residência para receber. Entre em contato conosco imediatamente: TIM (81) 9752 0140 ou 9278 9315 (CLARO). 
Desde a sua fundação a ONG possui sua conta corrente, onde pode ser depositada qualquer contribuição para nos ajudar com as ações e projetos.
BANCO DO BRASILAGÊNCIA: 0361-1 CONTA CORRENTE: 15.422-9  - Associação Pão é Vida  CNPJ: 08.316521/0001-64 - Twitter:  http://twitter.com/#!/ongpaoevida
Blog: www.ongpaoevida.blogspot.com - Site: www.paoevida.org
SEDE: Rua Diógenes Taborda 16, Casa II - Jardim Eledy - CEP: 058.56-030 - São Paulo / SP
BASES DE APOIO NO NORDESTE
SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE: Vereador Severino Ribeiro da Silva – Bairro Novo em Santa Cruz do Capibaribe - PE
INAJÁ ZONA RURAL: Baixas na Zona Rural do município que fica na divisa com Manari, no Sertão Pernambucano.
CURRAIS NOVOS: Av. Rodolfo Pereira, 422 - Parque Dourado. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

CAMPANHA PARA ARRECADAR BRINQUEDOS


A ONG Pão é Vida trabalha as principais datas comemorativas nas comunidades atendidas com ações e projetos... Natal, Páscoa, dia das crianças...
A ONG Pão é Vida em parceria com a empresa Rota do Mar está realizando a campanha que visa à arrecadação de brinquedos que serão distribuídos para crianças carentes.
PONTOS DE COLETA: Nas 5  lojas da Rota do Mar,  (Caruaru, Toritama em Santa Cruz do Capibaribe).
 Outros pontos de arrecadação são: Salão de Miria Catanha, na Rua Cabo Otávio, Academia Universidade do Corpo, Primeira igreja Batista,  e na Base da ONG Pão é Vida, localizada na Rua Severino Ribeiro da Silva, 94 – Bairro Novo, também em Santa Cruz do Capibaribe/PE - Mais informações: (81) 9752 0140 / 9278 9315
ASSOCIAÇÃO PÃO É VIDA: AGÊNCIA: 0361-1 CONTA CORRENTE: 15.422-9 - BANCO DO BRASIL.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

1º ALMOÇO BENEFICENTE DA ONG PÃO É VIDA DIA 11 DE NOVEMBRO


   FAÇA PARTE DESSE EVENTO PARA EXPANSÃO DAS AÇÕES NO SERTÃO DO MOXOTÓ

Domingo dia 11 de Novembro será realizado o 1º almoço Beneficente da ONG Pão é Vida aqui no Agreste de Pernambuco, o almoço será no Cabana Clube, em Santa Cruz do Capibaribe a partir do meio dia.
Na ocasião estará conosco, o ministério CONEXÃO IDE Veja o vídeo abaixo com letra do CD Mensagem da Cruz  do Conexão Ide.


Não contamos com ajuda financeira governamental, nossas ações de inclusão social são realizadas com doações voluntárias de pessoas físicas e /ou jurídicas.

Atuamos promovendo cursos gratuitos para ampliar os saberes e gerar renda, muitas ONGs firma parceria com telemarketings, onde operadores ligam solicitando doações em dinheiro insistentemente. 
Não temos nada contra essa política institucional, no entanto, comunicamos aos nossos parceiros e voluntários que se alguém ligar pra você em nome ONG Pão é Vida solicitando dinheiro ou dizendo que um mensageiro passará em sua residência. Denuncie, não se deixe enganar!
Desde a sua fundação a instituição possui conta no  BANCO DO BRASIL - Deposite sua contribuição para: ASSOCIAÇÃO PÃO É VIDA - AGÊNCIA: 0361-1 - CONTA CORRENTE: 15.422-9 TITULARIDADE: Associação Pão é Vida - CNPJ: 08.316521/0001-64
Oficinas de artesanato estão sendo realizadas pela ONG e por ocasião do evento haverá uma exposição de artesanato produzido, parte da renda será revertida para os projetos desenvolvidos pela instituição no Sertão Nordestino.
Terça feira dia 21 de agosto de 2012  foi o primeiro encontro das mulheres que estão inscritas para as oficinas do projeto “Fazendo Arte” que estará acontecendo 2 vezes por semana na ONG. Essa iniciativa e visa capacitar mulheres a trabalhar com Customização e Oficinas de artesanato.
O público alvo do curso são mulheres de  diferentes comunidades onde a Pão é Vida já atua com outras ações educativas.
Informações sobre as oficinas podem ser obtidas pelo (81) 9752 0140 ou 9278 9315 – A ideia é que as mulheres peguem firmes e possam comercializar o material produzido em feiras e exposições. Muitas delas são mulheres que tem filhos pequenos, podem produzir peças em suas casas nas horas vagas.
Agradecemos a parceria da Célia, uma voluntária que é uma exímia artesã que está ministrando as aulas, durante muito tempo Célia atuou ministrando aulas no SENAI em Santa Cruz do Capibaribe.
SEDE: Rua Diógenes Taborda 16, Casa II - Jardim Eledy - CEP: 058.56-030 - São Paulo/SP
BASES DE APOIO NO NORDESTE
SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE - Vereador Severino Ribeiro da Silva – Bairro Novo em Santa Cruz do Capibaribe - PE
INAJÁ - BASE OPERACIONAL: SITIO BAIXAS
CURRAIS NOVOS: Av. Rodolfo Pereira, 422 - Parque Dourado. Site: www.paoevida.org e o nosso Twitter é http://twitter.com/#!/ongpaoevida

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

DESAFIOS DE UM SERTÃO QUE SOFRE COM A ESTIAGEM EM 2012


Segundo o jornal Gazeta news, os meteorologistas dizem que a seca de 2012 teria a mesma proporção das secas ocorridas em 1983 e 1998, as maiores da história do Nordeste no século XX.
Os voluntários que acompanharam Ronaldo Henzel para uma ação no Sertão Nordestino no ultimo dia 09 de setembro de 2012 relataram ter sentido um misto de alegria e tristeza. Alegria por poder vislumbrar o início de um novo tempo no Sítio Baixas, onde está funcionando um projeto piloto de irrigação desenvolvido pala ONG Pão é Vida, e tristeza por se deparar com realidades que não conheciam.
Durante visitas em sitos da região para assistir as famílias, os voluntários oriundos de Recife e Santa Cruz do Capibaribe se depararam com crianças puxando jumentos que carregam água de longe, e até uma cena que chocou a equipe. Um jumento que carregava vasilhames d’água, não resistindo à fome e a sede estava caído no chão. Numa atitude desesperada sua dona o instigava com uma vara para que o animal se levantasse. O que segundo os voluntários não aconteceu, dada a fraqueza do animal, a mulher então o abandonou lá e saiu andando... Crianças que passavam ali puxando outro jumento pararam e contemplavam o pobre animal agonizando. Cenas do clássico: Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, em pleno século XXI ainda se repetem nos Sertões.
A ONG Pão é Vida vem assistindo essas comunidades com distribuição de alimentos, roupas e calçados, porém reconhecendo que são necessários projetos sustentáveis para convivência com a seca. A instituição está buscando recursos para ampliar o projeto de distribuição de água para outras famílias, porém o custo é elevado e ela não recebe ajuda governamental.
Cabe ao poder público atuar para proporcionar uma vida melhor a esses brasileiros, no entanto, o que se vê na prática é a exploração da miséria como moeda de troca. A cidadania plena é uma utopia para quem ouve falar de um Brasil sem miséria, mas, vive a maior de todas as misérias que é a falta do algo tão fundamental para sobrevivência, a água.
   FAÇA PARTE DESSE EVENTO PARA EXPANSÃO DAS AÇÕES NO SERTÃO DO MOXOTÓ
Não contamos com ajuda financeira governamental. Nossas ações de inclusão social são realizadas com doações voluntárias de pessoas físicas e ou jurídicas.

Domingo dia 11 de Novembro será realizado o 1º almoço Beneficente da ONG Pão é Vida aqui no Agreste de Pernambuco, o almoço será no Cabana Clube, em Santa Cruz do Capibaribe a partir do meio dia.
Oficinas de artesanato estão sendo realizadas pela ONG e por ocasião do evento haverá uma exposição de artesanato produzido, parte da renda será revertida para os projetos desenvolvidos pela instituição no Sertão Nordestino.
TITULARIDADE: Associação Pão é Vida - CNPJ: 08.316521/0001-64
Deposite sua contribuição para: ASSOCIAÇÃO PÃO É VIDA
AGÊNCIA: 0361-1 CONTA CORRENTE: 15.422-9 - BANCO DO BRASIL.
SEDE: Rua Diógenes Taborda 16, Casa II - Jardim Eledy - CEP: 058.56-030 - São Paulo / SP
BASES DE APOIO NO NORDESTE
SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE - Vereador Severino Ribeiro da Silva – Bairro Novo em Santa Cruz do Capibaribe - PE
INAJÁ - BASE OPERACIONAL: SITIO BAIXAS
CURRAIS NOVOS: Av. Rodolfo Pereira , 422 - Parque Dourado.
Site: www.paoevida.org e o nosso Twitter é http://twitter.com/#!/ongpaoevida


domingo, 26 de agosto de 2012

VAMOS FAZER ARTE?


Terça feira dia 21 de agosto de 2012  foi o primeiro encontro das mulheres que estão inscritas para as oficinas do projeto “Fazendo Arte” que estará acontecendo 2 vezes por semana na ONG. Essa iniciativa e visa capacitar mulheres a trabalhar com Customização e Oficinas de artesanato.
O público alvo são mulheres de 3 diferentes comunidades onde a Pão é Vida já atua com outras ações educativas.
Informações podem ser obtidas pelo (81) 9752 0140 ou 9278 9315 – A ideia é que as mulheres peguem firme e possam comercializar o material produzido em feiras e exposições. Muitas delas são mulheres que tem filhos pequenos, podendo assim produzir peças em suas casas.
Estamos tendo a parceria da Célia, uma voluntária que é uma exímia artesã e atuou ministrando também aulas no SENAI em S.CC.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O POETA DA BICICLETA

                   Poeta Antônio Francisco

Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel desde 2006, o poeta Antônio Francisco Teixeira de Melo é conhecido como um dos maiores cordelistas da região. Graduado em História pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Antônio Francisco apresenta pelos palcos da vida todo o seu talento de cordelista, xilógrafo e compositor.
Ele começou a trabalhar profissionalmente com literatura tardiamente, aos 45 anos, mas isso não o impediu de construir uma carreira sólida, que rendeu vários livros e cordéis publicados e ter seu nome comparado a grandes mestres da cultura popular, como Patativa do Assaré. Nesta entrevista, o poeta fala sobre sua vida, desafios e sua paixão, a literatura. 
O Mossoroense: Como foi que o senhor despertou o gosto pelos cordéis?

Antônio Francisco: Comecei a gostar de cordéis, quando vi meu pai abrir sua mala e ali dentro estar vários, como o "Português de melancia", "O pavão misterioso", foi assim que comecei a tomar gosto pelos cordéis. Além disso, sempre li jornais. Quando era gazeteiro, as letras dos jornais ficavam pregadas em mim. Também tinha uma tia que contava histórias, contava que ia a pé para Canindé... Então aquelas histórias da minha tia ficavam na minha cabeça. E foi então que comecei a ser também contador de histórias e fui escritor pela vivência, aos 45 anos. Antes eu escrevia de brincadeira, fazia uma paródia, uns versos livres para os amigos, mas publicar mesmo eu só vim publicar com 45 anos de idade.
OM.: Na maioria das vezes, a pessoa começa a construir uma carreira profissional aos 20 e poucos anos, principalmente na área cultural, que é uma área difícil para a maioria, com muitas barreiras a serem vencidas. Por que o senhor decidiu iniciar a carreira de cordelista aos 45 anos de idade?
AF.: Eu sempre tive muita energia, e ainda tenho. Antes tudo que eu via eu queria ser. Queria ser pintor, escultor, retocar, jogar bola. Depois decidi ser esportista. Eu tinha a vantagem da minha saúde que permitia que eu fosse ciclista. Apesar de ser pequeno, comprei uma bicicleta passei uma parte boa da minha vida andando de bicicleta, sou louco por bicicleta, conheci muitas cidades. Enquanto que para uns andar de bicicleta é só um esporte, para mim é um grande lazer. Passei muito tempo dedicado ao esporte e não tinha tempo para outras coisas.

Somente depois dos 40 anos começou a minha aproximação com Crispiniano Neto, Luiz Campos, Caio Cézar Muniz, com a Poema e comecei a fazer recitais. Eu acho que se a pessoa não dá certo no palco, não dá certo. Eu dei certo, graças a Deus. Hoje sou convidado para fazer palestras em vários locais e muitas pessoas leem meus cordéis.
OM: O senhor teve apoios na sua carreira como poeta?
AF.: Em toda minha vida eu soube que era muito difícil conseguir vitória nessa área, mas eu consegui. E contei com a ajuda de muitas pessoas. Um dos grandes passos da carreira foi quando conheci Vingt-un Rosado. Ele foi a mola-mestra na minha carreira. Ele sempre me incentivou, ficava insistindo para eu fazer livros, tanto que eu fiz. Como diz Crispiniano, meu livro foi Vingt-un quem fez. (risos). Foi tudo graças a ele, a Poema, meus amigos, desde o começo. E de lá para cá foi dando certo.
OM: O senhor tem quantos cordéis e livros publicados?
AF.: Eu escrevo pouco. Vou contar uma história: Quando era jovem, morava na Lagoa do Mato, eu sacudia pedra de uma margem da lagoa para outra. Um dia chegou um senhor com cinco pedras e perguntou quantas das cinco pedras eu conseguia atravessar até o outro lado. Eu disse que não posso, não são cinco pedras qualquer que sei que vou conseguir arremessar pela lagoa. São cinco pedras escolhidas por mim, que eu sei que irá atingir o outro lado. Com os cordéis é desse jeito. Entre cinco ou seis assuntos, eu escolho um para dar certo. Não é todo assunto que dá um cordel. Por isso, tenho uns 40 títulos de cordéis publicados. Já com relação a livros, tenho quatro livros publicados e um sendo preparado.
OM.: Um de seus livros, "Dez Cordéis num cordel só", foi incluído na lista de obras para o Processo Seletivo Vocacionado (PSV) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern). Como o senhor avalia essa indicação?
AF.: Ter um livro indicado no vestibular da Uern foi um marco da minha vida como escritor e como mossoroense. Imagine, você ter um livro no meio de nomes como o de Machado de Assis, Cecília Meireles. Você saber que milhares de jovens vão ler o seu livro é muito gratificante. Eu acho bom, foi um grande troféu.
OM.: A sua história de vida foi tema de um documentário "O Poeta e a Bicicleta", que foi exibido em um festival de curtas em Lisboa, Portugal. O senhor imaginava que sua história fosse ser propagada tão longe.
AF.: Com o resultado do documentário fiquei muito feliz, e mais feliz ficou Talles Chaves, o diretor do filme. Eles fizeram o documentário em uma oficina de curtas e chegaram até onde chegaram pela qualidade. Nem eles pensavam e nem eu imaginava que íamos chegar tão longe. De levar o nome de Mossoró a Portugal. Eu ganhei, ele ganhou e toda a cultura de Mossoró ganhou com isso.

OM.: Hoje o senhor é um cordelista conhecido, que conseguiu reconhecimento pelo seu trabalho. Quais as dificuldades que teve até chegar aqui?
AF.: Não tive muitas dificuldades. Até porque nunca fiz nada que eu não gostasse. Quando eu era sapateiro, eu me acordava às 4h da manhã e ficava rezando para o dia amanhecer para fazer sapato. Quando eu era pintor, passava a semana abrindo letras em Mossoró e no sábado e domingo, meus dias de lazer, eu ia olhar as letras que eu fiz. Já nos cordéis, comecei com 45 anos, já comecei maduro, sabia das dificuldades. Eu ia de bicicleta pedir patrocínio, e o cara chegar de bicicleta numa loja para pedir patrocínio é difícil, eu já ia consciente.

Na verdade o meu sonho, e foi o que eu alcancei, foi conseguir que minha família, meus vizinhos, meus amigos lessem meus livros. E hoje, muita gente recita meus livros, em Mossoró eu vejo as professores lendo meu livro para os alunos, os estudantes lendo o meu livro para o vestibular.E isso me deixa alegre. Quando você quer convencer o mundo, você deve primeiro convencer em casa. E eu acho que consegui isso. Quando vi um sobrinho meu com o livro na mão aquilo para mim foi uma felicidade. Às vezes a pessoa pergunta, você é feliz fazendo isso, fazendo aquilo? Eu sou feliz demais.

OM: O senhor demonstra um grande carinho pelos livros. Na sua opinião, qual a importância da leitura para a formação dos cidadãos?
AF.: Eu acredito que a pessoa não pode viver uma vida toda sem ter tido o prazer de ler. Às vezes, a mãe obriga o filho a ir à escola, a ler um livro. É preciso fazer a criança e o jovem compreenderem que escola não é um castigo, a leitura não é um castigo. A leitura é um prazer, um conhecimento, uma viagem. Quando peguei um livro e vi que através das letrinhas você viajava, conhecia vários mundos, chorava, se emocionava e ainda tem o conhecimento e a vontade de dizer isso nos cantos contando sua história, aquela foi a maior alegria do mundo. Tenho minha biblioteca, deito naquela redinha (ele fala de uma rede armada na sala de sua casa), redinha de Caicó. Isso para mim é uma felicidade.

OM.: Como o senhor se define atualmente?
AF.: Hoje com 62 anos, não sei se estou mais feliz porque tenho minha profissão ou porque dei uma carreira e agradeci a Deus como é bom ter saúde e disposição para viver. Quando vinha pela manhã, encontrei com um contemporâneo meu dizendo que estava com artrose, então eu parei para não passar correndo por ele. Eu sou uma pessoa feliz. Fico muito feliz de ter escolhido as profissões que eu gosto e de fazer aquilo que me dá prazer.
Por Adriana Morais adriana.morais20@hotmail.com
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  MEU SONHO UMA DE SUAS OBRAS PRIMAS
CANSADO DE LER JORNAIS FUI ME DEITAR DESCONTENTE
PENSANDO EM TUDO QUE LI, ADORMECI LENTAMENTE
E SONHEI QUE EU ACORDAVA NUM OUTRO LUGAR BEM DIFERENTE...
ERA UM LUGAR COBERTO DE PLANTAS DE TODAS AS CORES,
AS LAGOAS ORQUESTRADAS POR MARRECOS CANTADORES
E AS ABELHAS BAILANDO POR ENTRE AS PÉTALAS DAS FLORES... 
FIQUEI UM TEMPO PASMADO, DEPOIS SAI CAMINHANDO, SEGUINDO O CURSO DE UM RIO COM OS PEIXINHOS PULANDO, AS FLORES EXALANDO O CHEIRO E A FLORESTA CANTANDO...
DEPOIS EU PAREI PRA VER, PERTO DE UMA PEDREIRA, QUATRO HOMENS CONSTRUINDO DE PEDRA UMA CADEIRA... EU PERGUNTEI A UM DELES: - PORQUE NÃO FAZ DE MADEIRA?
DISSE: - "NÃO TEMOS CORAGEM DE CORTAR UMA ÁRVORE TÃO BELA,PRA FAZER UMA CADEIRA SOMENTE PRA SENTAR NELA. ACHAMOS MELHOR FICARMOS SENTADOS NA SOMBRA DELA."
COM ESTA SIMPLES RESPOSTA, SEM QUERER ME ENVERGONHEI, PRA DISFARÇAR A VERGONHA, NUMA PEDRA EU ME SENTEI.
- HOMI, ONDE FICA A CIDADE, POR FAVOR?, EU PERGUNTEI. DISSERAM: - "SIGA ESTA TRILHA COM NOME DE LIBERDADE
LOGO MAIS TEM UMA PLACA QUE INDICA FELICIDADE... VÁ POR ONDE A SETA INDICA QUE CHEGARÁ NA CIDADE". QUANDO EU ENTREI NA CIDADE, PAREI EM FRENTE A UM GALPÃO TODO MURADO DE PEDRA, NA FRENTE UM GRANDE PORTÃO
COM UM LETREIRO ESCRITO EM CIMA: "HOSPITAL DO CORAÇÃO". ABAIXO, DO LADO ESQUERDO, TINHA UM PAINEL ESTUPENDO: EM CADA CANTO UMA LÂMPADA APAGANDO E ACENDENDO
COM O FUNDO COR DE PRATA COM LETRAS GÓTICAS DIZENDO: "AQUI SE ENCONTRAM INTERNADOS OS QUE SOFREM DE INGRATIDÃO, DE EGOÍSMO E INVEJA, ÓCIO, ÓDIO E AMBIÇÃO,
COBIÇA E OUTROS MALES QUE ENVENENAM O CORAÇÃO.
QUANDO EU OLHEI PARA O LADO, TINHA UM SENHOR ME OLHANDO
COM UM SORRISO NOS LÁBIOS E OS SEUS OLHOS BRILHANDO, BOTOU A MÃO NO MEU OMBRO E SAÍMOS CONVERSANDO...
ELE DIZIA, BAIXINHO: PODE FICAR A VONTADE... VAMOS CAMINHAR COMIGO PELAS RUAS DA CIDADE, E CONHECER DE PERTINHO A NOSSA FELICIDADE...
EU ANDAVA OLHANDO AS CASAS BRANCAS DA COR DE MARFIM, PORTAS E JANELAS DE VIDRO COM CORTINAS DE CETIM,
TODO QUINTAL UMA HORTA, TODA CALÇADA UM JARDIM...
QUANDO CHEGAMOS NA PRAÇA, EU PAREI, PASSEI A MÃO NUMA ESTÁTUA DE OURO PARECIDA COM SANSÃO,
SÓ QUE, EM VEZ DE UMA QUEIXADA, ERA UMA ENXADA NA MÃO.
EU PERGUNTEI PARA O HOMEM: É DE UM PARLAMENTAR? ELE ME RESPONDEU COM UM SORRISO NO OLHAR:
NÃO! É DE UM AGRICULTOR, O NOSSO HERÓI POPULAR. QUANDO SAÍMOS DA PRAÇA, VI NUM PÉ DE BURITI UMA LINDA ÁGUIA AZUL AO LADO DE UM BEM-TE-VI.
EU PERGUNTEI: ONDE É QUE FICA O ZOOLÓGICO DAQUI? RESPONDEU:-"NÃO TEMOS JAULA NEM GAIOLAS NA CIDADE. AQUI ANIMAIS E PÁSSAROS CONVIVEM COM LIBERDADE, PARA NÓS É MAIS BARATO CRIÁ-LOS FORA DA GRADE."
EU DISSE: POIS DE ONDE EU VIM SE UM PÁSSARO CANTAR BEM VAI MORRER POR TRÁS DAS GRADES SEM TER MATADO NINGUÉM, E CANTAR PRA SEUS ALGOZES A TROCO D'ÁGUA E XERÉM.
DO LUGAR QUE EU VIM SENHOR, DO SEU É BEM DIFERENTE NO MEU, O PAI VAI AO SHOPPING, LEVA SEU FILHO INOCENTE, COMPRA ARMAS DE BRINQUEDO E DÁ A ELE DE PRESENTE
AQUI NESTE LUGAR O AGRICULTOR TEM NOME NA ONDE EU MORO ESSE POBRE PASSA FOME... LAVRA A TERRA, PLANTA, COLHE E MUITAS VEZES NEM COME.
LÁ, A GENTE MATA UM ALCE, TIRA AS VÍCERAS DO COITADO, DEPOIS ENCHE ELE DE PANO, DEIXA O ALCE EMPALHADO
QUE É PRA MOSTRAR NO FUTURO O QUE TÍNHAMOS NO PASSADO...
SOU DE UM LUGAR QUE SÓ VIVE EM PÉ DE GUERRA, ONDE FABRICAM DOENÇAS, ONDE A JUSTIÇA MAIS ERRA... UMA GAIOLA DE LOUCOS CHAMADA PLANETA TERRA..
OS OLHOS DAQUELE HOMEM AUMENTARAM SUA LUZ E PERGUNTOU: - "É VERDADE QUE LÁ FIZERAM UMA CRUZ PRA CRUCIFICAR UM SANTO CONHECIDO POR JESUS?"
RESPONDI: - É VERDADE, NÓS MATAMOS NOSSO REI. FUI FALAR ABRI A BOCA, FALTOU VOZ, EU NÃO FALEI,
QUIS CORRER, NÃO TIVE FORÇAS FALTOU FÔLEGO, ME ACORDEI. ACORDEI PARA CHORAR DEBRUÇADO MO MEU LEITO.
DAQUELE SONHO PRA CÁ, NUNCA MAIS DORMIR DIREITO. ORA TENTANDO ESQUECER, ORA PENSANDO EM FAZER O MUNDO DAQUELE JEITO.
Autor: Antonio Francisco

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

MANARI JÁ FOI TEMA DE VÁRIAS REPORTAGENS

Manari se livra de pior IDH, mas não da miséria
Angela Lacerda, de O Estado de S. Paulo
18 de junho de 2011 | 18h 50
MANARI - Ana Paula da Conceição, o marido João José dos Anjos, e os filhos Natália, Roberto e Luzimara - de seis, cinco e três anos - ainda não haviam comido nada. Luana da Conceição, de três meses, era a única que já havia se servido do peito magro da mãe. Num tosco fogão a lenha, no terreiro atrás da casa de piso de terra, Ana cozinhava feijão puro - doação de um vizinho que serviria de alimento para o dia.
"Ontem só tomei café", contou ela, analfabeta, encabulada, sem saber dizer a própria idade. Eles moram no sítio Bebedouro, área rural de Manari, município que ficou famoso nacionalmente no início da década passada por ter o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País. Desde então, alvo de programas governamentais, Manari não mais detém o incômodo título. Mas a miséria persiste.
Ana não recebe Bolsa Família. "A gente tenta há quatro anos", diz João José, 27 anos, que trabalha na roça, como a maioria dos 18.038 habitantes do município. Planta feijão e milho "na terra dos outros" e fica com metade. Nem sempre a produção dá para o sustento. "Dá desgosto", diz.
Maria da Paz da Conceição, 48 anos, cinco filhos, sorri com a boca meio fechada para esconder os "caquinhos" de dente que lhe restam. Ela nunca foi a um dentista. O marido, Ivanildo Mangueira da Silva, também luta na terra pela sobrevivência e não se preocupa com o fato de o filho de 11 anos não saber ler, embora frequente a escola municipal, onde faz a terceira série. "A caneta dele é a enxada", minimiza, ao lembrar que o menino o ajuda e já sabe manejar o instrumento de trabalho.
Com uma vida cheia de limites, os sonhos também são limitados. Maria ficaria feliz se tivesse um fogão a gás. Geladeira é objeto de desejo - mas supérfluo, pois não teria o que pôr dentro.
Município sem saneamento básico, banheiro é artigo de luxo em Manari, a 380 quilômetros de Recife. Na zona rural, ninguém parece sentir falta de sanitário e papel higiênico. No Sítio Bebedouro, onde se localiza um lixão a céu aberto, a falta de higiene fica mais visível: moscas e ratos costumam dividir espaço nas casas, cujo mobiliário se resume basicamente a camas velhas.
Ficar doente e não ter assistência nem como se comunicar. Ir para a escola e não ter merenda nem livros. Receber treinamento de manejo de galinhas ou de apicultura e não ir adiante por falta de recursos. Ter água no subsolo e não poder explorar. "Isso também é miséria", afirma José Limeira, 40 anos. Líder comunitário dos sítios Carnaúba, Umbuzeiro e Aguada, que reúne 84 famílias.
Josefa Cícera da Silva, 24 anos, com filhos de três, quatro e cinco anos, conta que as duas crianças mais velhas andam cerca de três quilômetros para ir à escola municipal. Ela nunca fez um exame pré-natal na vida. Por conta da casa sem reboco, diz que os filhos estão sempre "doentinhos".
Para lavar roupa e tomar banho todos se servem da água de aparência suja de barreiros - alguns a mais de um quilômetro de suas casas. Essas mulheres, assim como outros moradores do Umbuzeiro receberam, no dia 15, certificado de um curso de avicultura básica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ministrado em um dia. "Esse papel aqui (a apostila) a gente vai guardar de lembrança", diz Arlete, ao lado do grupo reunido próximo à casa de Limeira. "Não tem como botar na prática."
Fracasso. Cícero Francisco da Silva, 51 anos, é professor da escola municipal do Umbuzeiro, que tem 55 alunos. Conta apenas com o manual do professor e escreve a matéria das várias séries para as crianças copiarem, já que só dispõem de caderno e lápis. A merenda, segundo ele, é suficiente para oito dias. No restante do mês, não há lanche. Afirma contar nos dedos os alunos que ensinou ao longo de quase três décadas que conseguiram superar a linha da miséria. "É um fracasso", afirma.
Em 2000, a renda média de Manari era de R$ 41,14. Dez anos depois, atingiu R$ 210,44. 
O comércio, ainda fraco, cresce e começa a sair da informalidade. O número de famílias beneficiadas com o Bolsa Família chega a 3.025. O acesso à cidade foi asfaltado.
"Não somos mais o que éramos", diz, otimista, o vereador Cícero de Oliveira Santos (PSB). Cita melhoria da autoestima do povo e geração de oportunidades para as famílias de Manari - uma cidade que não oferece atrativos ou desperta encanto em quem nela chega. Seu prefeito, Otaviano Martins (PSDB), não mora lá nem dá expediente na prefeitura. O Estado tentou contato com ele, por telefone, sem sucesso.
FONTE: O ESTADÃO
A JORNADA
“O que tem que mudar no Brasil para a sua vida dar uma melhorada?” 
20 de Novembro 2008
Nós (Alexandre Apsan Frediani e Gustavo Pellizzon) fomos contratados pela PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) para irmos aos 10 municípios de menores IDH do Brasil e buscar respostas para essa pergunta.
A intenção da pesquisa é buscar opiniões e perspectivas das populações mais excluídas do Brasil para informar a escolha do tema para o próximo relatório sobre Desenvolvimento Humano da PNUD no Brasil.

Nossas atividades em campo almejam valorizar o ser humano, suas capacidades e potencialidades. É a força, os sorrisos, a esperança, a solidariedade, as invenções que as pessoas fazem para reinventar a vida mesmo em sua condição mais sofrida.
Acordamos às 6 para tomar um ótimo cafe da manhã. No caminho para Manari ligamos o radio para nos distrair com as noticias matinais: Ele pegou a faca, esfaqueou o braço da vítima, esfaqueou o peito da vitima, esfaqueou o pescoço da vitima, degolou a cabeça de vitima. O delegado ou delegada Darcir Não sei das quantas encontrou o corpo na noite do dia seguinte! A cabeça estava do lado do corpo… e o radio chchchchchch, já era também… Graças a Deus! Até Manari a estrada estava boa, e quando chegamos fomos direto a prefeitura, que é o primeiro prédio da cidade. Após algumas conversas nos apresentaram ao Ricardo, professor e funcionário do conselho tutelar, que foi o nosso guia nos próximos dois dias.
Nosso primeiro tema de abordagem foi a feira, que estava acontecendo no centro da cidade e deixando os sítios (povoados) vazios. Ali encontramos o inusitado vendedor de remédios para próstata e outras mazelas com produtos naturais. Para atrair consumidores, ele tinha um casal de cobras e um megafone. Ele literalmente fazia a cobra subir! Um exemplo do cara que dá o seu jeito para ganhar a vida no meio de tanta adversidade.
Ao conversar com Fabiana do conselho tutelar, descobrimos que a prostituição infantil é um grande problema do município. Fomos a uma casa onde pelo menos 4 garotas entre 7 a 10 anos tinham sido abusadas e elas deixavam em troca de balas, pipocas ou um trocado. Foi uma conversa muito forte e difícil. Mas elas nos contaram com alegria o sonho de ter uma bicicleta e saírem dessa situação. Foi muito bonito ver o sorriso no rosto dessas garotas.
Seguimos então para o sitio Queimadas. No entanto as condições da estrada não aparentavam ser as mais apropriadas, por isso mudamos o roteiro para o Pé da Serra. Após um mini rali sertanejo, tivemos que abandonar nosso moderno veiculo com ar condicionado para seguirmos no agradável carro de boi. No Pé da Serra encontramos famílias que vivem em condições de extrema necessidade: falta água, terra, escola (professores não vem há dois meses), e a péssima estrada dificulta qualquer contato com, o não muito distante, meio urbano. Foi um desafio arrancar um sorriso do rosto dessas pessoas. Impressionante ver como a vida sofrida dessas pessoas as fizeram aparentar pelo menos 15 anos a mais que a propria idade. Já escuro, partimos pela mata para reencontrar nosso carro e voltar para Garanhuns.
Logo cedo do dia 21, encontramos Ricardo na casa paroquial onde ele prepara a festa da padroeira. Antes de partirmos para a área rural do municipio fomos informados que em Manari existe muita plantação de maconha de pequenos agricultores. Queríamos  saber mais dessa realidade, mas os riscos para nós e para nossos contatos eram muito grandes. Decidimos manter nosso plano original e seguir para Sitio das Baixas, conhecido e estigmatizado como o lugar mais pobre da região. No caminho que nos levou pelo sertão mais duro e seco, atolamos uma vez mas seguimos em frente.
Como já tinhamos entrado em contato com uma liderança do local, a comunidade tinha se reunido para nos encontrar pela manhã. Casas de taipa, muita criança, vegetação tipica da catinga e imagens religiosas compunham o cenário do local.
Umas 20 pessoas participaram da atividade em grupo que identificou como principal proposta a união para conseguir casas e água. Em seguida entrevistamos alguns personagens: uma parteira que amava o seu plantio na serra; o morador mais antigo que queria uma associação para lutar pelos seus direitos; um pai de uma garota com necessidades especiais que achava que tinha que amar essa filha mais que as outras por deus tê-la feito diferente; uma professora que ama suas galinhas e cebolas. O lugar se mostrou o brasil em sua maior essência. Podíamos nos remeter a musica Procissão do Gil: “Eles vivem penando aqui na terra, esperando o que Jesus prometeu…”
Almoço não podia ser mais típico: Bode assado e feijoada! Para terminar o dia entrevistamos uma representante da Natura em Cercadinho, que fica no caminho de Pé de Serra. O depoimento dela teve um tom bastante sentimental, propondo mais amor para esse Brasil. Nos despedimos do agora amigo Ricardo com uma promessa: ele ficou de produzir repentes e cordel com a criançada da escola municipal com a pergunta: O que tem que mudar no Brasil para a sua vida dar uma melhorada.
                         REPORTAGEM // Manari e os dias melhores
"Aqui até o nada serve". Esta frase deu o tom final da reportagem que começou a ser publicada ontem no Diario sobre a cidade de Manari. Quem disse a frase foi a agricultora Teresa Maria dos Santos, de 54 anos. Uma mulher que construiu a sua vida naquele município do Sertão, que só foi emancipado em 1997, fica a 318,4 quilômetros do Recife e que não aparece em nenhuma das sinalizações da estrada. Um lugar perdido, esquecido, imerso em miséria e condições de vida subumanas, que parecia condenado a a ficar para sempre escondido por trás da poeira da areia do único caminho que leva até a cidade. 
No rastro da poeira dos números levantados pelo censo demográfico do IBGE em 2000, Manari apareceu da pior forma possível. No cruzamento de dados elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em 2004, a cidade apresentou o mais baixo índice de desenvolvimento humano do país (0,467). Altíssimas taxas de miséria, pobreza, analfabetismo e mortalidade infantil. Péssimos níveis de acesso à saúde, à educação e ao saneamento básico. Uma esperança de vida de 55,7 anos.
Teresa Maria está com 54. Mas a sua esperança de vida hoje, já não se mede. Esperança é uma palavra que a agricultora cultivou a vida inteira, mas foram raras as vezes que colheu os frutos. Uma vida simples. Sem chances de mudança: "Nunca pude ir para a escola. Minha família toda vivia na enxada e eu comecei a trabalhar na roça aos oito anos". Roça que garante a sua sobrevivência até hoje. "Tudo o que planto é para alimentar a minha família. Às vezes, dá pra sobrar uma coisinha...aí a gente vem vender na feira", diz Teresa - que não revela quanto consegue receber nessas pequenas vendas.
Depois de minutos de conversa, começa a ficar um pouco mais fácil entender o que ela quis dizer com "aqui até o nada serve". O "nada" de hoje, simplesmente, é melhor que o "nada" de ontem. "Vivíamos morrendo de sede aqui. Não tinha médico, remédios, nem escola. Sempre fomos pobres, mas hoje a gente acorda sabendo que vai viver", diz. Sua vida mudou. Pouco, mas mudou. Sua mãe tem 80 anos e uma saúde tranqüila. Viveu além da "esperança" da cidade. Seus quatro filhos reescreveram a história da família e aprenderam a escrever. Todos estão na escola. E Manari aprendeu a lição.
Sombrinhas
São 13h de uma terça-feira e o comércio está fechado na área urbana de Manari. E ficará assim pelo menos até às 15h. Pela rua, poucas pessoas caminham embaixo das suas sombrinhas para se proteger do sol. Aquele sol que se imagina de uma cidade do Sertão. Nas sombras das árvores, homens conversam embaixo dos seus chapéus. Passa um carro sem carroceria. Passa um porco. Dois homens estão quebrando o calçamento. Na verdade, construindo um futuro que demorou demais para chegar. Água encanada e saneamento básico. Dias melhores. Duas meninas com sombrinhas cor de rosa e cadernos na mão conversam baixinho enquanto seguem para a escola. Sorriem para a câmera.
Do outro lado da rua, uma pequena casa de muro verde e azul. Porta e janela. Telhas velhas. Na fachada, letras pretas e vermelhas avisam: AGÊNCIA DE VIAGENS. MANARI A SÃO PAULO. Por muitos anos, ali estava a saída. A saída de Manari. Se não a única, certamente a mais tentadora e, por isso mesmo, a mais comum. Todas as quintas, parte o ônibus. Clandestino. A passagem é R$ 180,00. A viagem, se tudo der certo, de dois dias. Conversando com as pessoas pelas ruas, é praticamente impossível encontrar alguém que não tenha ao menos um familiar em São Paulo.
"Todas as pessoas mais velhas têm família lá. Algumas bem estruturadas. A maioria, no entanto, ainda passa muitas dificuldades", conta Rogério Silva, 25 anos e comerciante na feira do município. Ele nunca teve um emprego com carteira assinada. Na verdade, qualquer tipo de emprego - que não seja ligado à Prefeitura - é algo praticamente inexistente ali. O pouco dinheiro que circula no tímido comércio da cidade é quase todo proveniente das aposentadorias e do funcionalismo público.
A condição de Rogério é até uma exceção. Vende verduras na feira e consegue tirar até R$ 350,00 por mês. Dinheiro suficiente para sustentar ainda a sua esposa e o filho de um ano e seis meses. Milagres...necessidades de Manari. Rogério já foi uma vez para São Paulo. Voltou e não tem planos para entrar de novo no ônibus das quintas-feiras.
Ele ficou e viu a cidade começar a mudar nos últimos dois anos. Debaixo dos seus pés, estão sendo construídos o encanamento para a água e a estrutura para a implantação do sistema de esgoto. Cisternas foram espalhadas pelos sítios na zona rural. A água da chuva consegue ser reaproveitada. Serviços básicos que, nesse caso, têm um significado muito maior. Falam em desenvolvimento. Pela primeira vez, como se este fosse realmente possível. As duas escolas foram reformadas. Os alunos agora podem completar o ensino médio sem ter que sair da cidade. O hospital teve as instalações recuperadas e, o mais importante, todos os dias, existe pelo menos um médico de plantão.
Desvio
"Sem a água encanada e o saneamento, não tem nem como imaginar um empresário de fora vir aqui, investir, montar uma fábrica, um hotel...", explica Lucas Bezerra, 28 anos, assessor do prefeito Otaviano Martins - que mora na cidade vizinha e quando está em Manari acaba atraindo uma pequena multidão para a frente da Prefeitura. Pessoas que precisam e pedem ajuda. Dinheiro, cestas básicas, remédios, materiais de construção. Otaviano costuma atendê-las. Um desvio de função, é verdade. Mas um tanto compreensível para quem está ali.
"Depois da cidade ter aparecido como a última colocada no IDH do país, os olhos das pessoas se voltaram pra cá. Todos passaram a ajudar. Foi algo ruim que trouxe coisas boas", resume Lucas - que, assim como toda a cidade, espera um futuro melhor.

O jornalismo às vezes tem uma lógica perversa. Vendo a miséria sumindo aos poucos no retrovisor, fica a certeza de que, no próximo censo do IBGE, aquela não será mais a cidade com pior Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil e certamente, não estará mais na rota das equipes reportagens - que seguem ávidas os rumos que as pesquisas e análises sociais revelam. Manari desaparece na poeira. 
 FONTE DA NOTÍCIA