Ajudar o próximo? Brasil despenca no ranking mundial de
solidariedade
Após visitar a zona rural na divisa dos municípios de Manari e Inajá, com Antônio Manoel e Sirleide, viram uma terra seca onde o vento soprava forte formando redemoinhos, era tudo sépia... Estavam diante de comunidades isoladas, na maioria crianças e adolescentes vivendo sem o básico para uma vida digna. A situação de miserabilidade era tanta que foi oferecido ao casal copinhos com café, cuja cor lembrava café com leite, mas a cor caramelo do liquido espesso, era resultado da concentração de lama na mistura. Foi um soco no estômago, e eles decidiram investir suas vidas para transformação daquela realidade.
Somos uma organização não governamental, sem fins lucrativos, pautada por valores cristãos, com sede e foro em são Paulo.
Conhecido como o ranking global de solidariedade, o World
Giving Index avalia o nível de solidariedade de 146 países. No ano passado,
foram entrevistadas 150 mil pessoas e o Brasil teve seu pior desempenho
registrado. O país saiu da posição de número 75 e foi para o 122º lugar no
ranking.
O levantamento é feito pela Charities Aid Foundation (CAF),
uma instituição com sede no Reino Unido e que no Brasil é representada pelo
Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS).
O estudo registra quantas pessoas, no mês anterior à
consulta, doaram dinheiro para uma organização da sociedade civil, ajudaram um
estranho ou fizeram trabalho voluntário.
O Brasil teve queda não somente nas pessoas que doam
dinheiro (14% doaram dinheiro, contra 21% no ano anterior), mas também na ajuda
a desconhecidos (43% ajudaram um desconhecido, contra 56% da pesquisa
anterior).
O trabalho voluntário também apresentou queda: no ranking de
2018, só 13% declararam ter feito algum tipo de trabalho voluntário no mês
anterior à pesquisa, contra 20% no ano anterior.
Para a diretora presidente do IDIS, Paula Fabiani, a
recessão econômica dos últimos anos fortaleceu o individualismo na sociedade,
fazendo com que as pessoas se preocupem mais em se proteger, deixando um pouco
de lado os comportamentos solidários.
https://observatorio3setor.org.br/noticias/ajudar-o-proximo-brasil-despenca-no-ranking-mundial-de-solidariedade/?fbclid=IwAR2E6GDx0Q0E_KbFKrDAykz-ixE_CKc5d9tUO4K9zfp9zVIGFhN9NYt6qBc
* Segundo a associação
brasileira de captadores de recursos, Com a queda o país ficou com a pior
posição em toda a América do Sul, perdendo inclusive da Venezuela.
Fonte:https://captadores.org.br/2018/11/03/brasil-despenca-no-ranking-mundial-da-solidariedade/.
É preocupante a
posição do Brasil como pior da América latina, pois estamos vivendo um período
em que devido à crise econômica, o número de pessoas em situação de vulnerabilidade
tem aumentado, um exemplo disso é a propulsão em situação de rua. Já na região do semiárido
(Sertões do Brasil, a seca prologada também é preocupante, hoje milhões de brasileiros sem trabalho e sem uma renda que lhes possibilite
viver com dignidade, disse Joana D´arc que é assistente social e idealizadora da ONG Pão é
Vida.
A instituição que ela representa, foi fundada no 2005 com recursos próprios em São Paulo. Após ações em comunidades da periferia de São Paulo, durante curso e promover cursos de capacitação em outras comunidade do Agreste de Pernambuco, o casal decidiu adentrar os rincões do Brasil. A 1ª ação da Organização não governamental no Sertão do Moxotó foi promovida na cidade de Manari no ano de 2010, na Escola Cel. Manoel De Souza Neto, ali foram entregues 3 toneladas de roupas e milhares de pares de sapatos e chinelos.
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A primeira equipe que a ONG Pão é Vida mobilizou para mutirão em Manari após o casal conhecer a região. |
Em 2011 com apoio de um parceiro da instituição, em São Paulo, foi perfurado o 1º poço não estatal de toda a região, que foi estigmatizado pela ONU como o pior lugar para se viver no país. Depois vieram outros poços e a partir de 2012 outros grupos começaram a vir conhecer as Baixas, e ao chegar viam a água limpa jorrando e árvores crescendo nos quintais.
Incentivamos a perfurarem mais poços na região para dar autonomia as famílias. Hoje existem 8 poços perfurados em sítios adjacentes, as famílias cultivam milho, melancia, feijão, aos poucos as árvores frutíferas começam a frutificar. (A ONG mantém um viveiro para doar mudas para as comunidades)
Incentivamos a perfurarem mais poços na região para dar autonomia as famílias. Hoje existem 8 poços perfurados em sítios adjacentes, as famílias cultivam milho, melancia, feijão, aos poucos as árvores frutíferas começam a frutificar. (A ONG mantém um viveiro para doar mudas para as comunidades)
O ensino fundamental municipal é deficitário e funciona nos moldes multisseriado, em estruturas precárias. Em 2018 foi dado inicio 3 turmas de reforço escolar, que funcionam em 3 diferentes sítios da zona rural de Inajá PE.O Raio de luz é um programa que funciona 3\ 4 por semana,oferta material, lanche, e as aulas são ministradas por pessoas capacitadas, o programa é fruto de parcerias com Igreja do Camorim|Causas Betânia, ambos do Rio de Janeiro.
Anos atrás o município de Manari deixou de figurar como o pior I.D.H do Brasil, mas Manari e Inajá ainda estão entre os mais baixos IDH´s de PE.
Anos atrás o município de Manari deixou de figurar como o pior I.D.H do Brasil, mas Manari e Inajá ainda estão entre os mais baixos IDH´s de PE.
Embora reconheçamos que ajuda emergencial é necessária, entendemos que o desenvolvimento local atua diminuindo as vulnerabilidades tão latentes nas comunidades, sejam elas rurais ou urbanas.
Desenvolvemos ações, programas e projetos para combater à exclusão social em que vivem milhões de famílias brasileiras.Somos uma organização não governamental, sem fins lucrativos, pautada por valores cristãos, com sede e foro em são Paulo.
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