domingo, 10 de maio de 2015

A ROTA DO MAR ESTÁ AJUDANDO NA TRANSFORMAÇÃO DO SERTÃO.

A Rota do Mar, conhecida por ser um empresa socialmente responsável está ajudando na transformação de realidades no Sertão do Moxotó. Um lugar que (por 10 anos foi pior IDH do Brasil) A zona rural de Inajá e Manari PE  são lugares  aonde a situação dos habitantes ainda muito precária.  
A região foi visitada pela ONG Pão é Vida pela 1ª vez no inicio de  2009,  desde então ações e projetos como: perfuração de poços, expansão do projeto de irrigação por gotejamento estão sendo executados na zona Rural dos dois municípios, para possibilitar a geração de renda e uma melhor qualidade de vida para as famílias do local. 
É possível produzir - irrigação por gotejamento no Sertão.
IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO - ALTERNATIVA VIÁVEL PARA CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO.
Inicio de 2012 foi iniciado um Investimento para gerar renda no Sertão do Moxotó, junto com parceiros da ONG Pão e Vida no plantio de melancia irrigada. Um dos objetivos é promover o desenvolvimento local gerando emprego e renda na zona Rural de Inajá, na divisa com Manari, no estado de PE. 
O investimento em insumos agrícolas não é alto, mas, quando se pensa que a água para irrigar a terra arenosa é bombeada usando energia elétrica, oriunda de poços com profundidade entre 120 a 170 M, os custos aumentam significativamente.
Cerca de 70 dias após o plantio é possível colher e durante a colheita da melancia, a dificuldade maior nessa região é o acesso dos caminhões ao local para retirar a produção, uma vez que a estrada é precária pelo descaso do poder público.
Em Inajá e Manari pequenos produtores vendem a produção de melancia irrigada para atravessadores que se aproveitam da falta de estrutura deles. É notório que a falta de estrutura para escoar a produção consiste um entrave para o desenvolvimento local.
É comum após fazer todo o investimento, o agricultor sofrer o dano com questões como oferta e  demanda que varia bastante, e a disparidade do preço que vende que é 5 a 7 vezes inferior ao preço final ao consumidor.
Embora o Semiárido tenha sido citado como prioridade, no “Mais Irrigação” programa lançado pelo governo em 2013 prevê investimentos de R$ 10 bilhões em propriedades rurais. Implementar o “Mais irrigação” é certamente um desafio, não se vê na prática, os pequenos agricultores recebendo nenhum tipo de "subsidio do programa" na região do Sertão do Moxotó. 
O pequeno agricultor sofre com a burocracia, principalmente quando tenta subsidio para o plantio.  Diante de tantas dificuldades sobra a tristeza de ver que o Brasil dispõe de ótimas cartilhas elaboradas por excelentes teóricos, e lindas propagandas feita por excelentes marqueteiros, mas, na hora efetivação da politicas públicas para a agricultura familiar que está posto na teoria, torna-se é utopia. 
Uma fraude comum é o desvio das verbas do garantia safra, a prova disso foi que em março de 2014 o TCU identificou políticos e donos de carros de luxo que recebem verba antiseca, um prefeito, vereadores foram beneficiados com verbas de programa federal criado para socorrer pequenos agricultores castigados pela seca no Nordeste.
OUTROS FATORES QUE EMPERRAM O DESENVOLVIMENTO LOCAL
O abandono a Assistência Técnica Permanente para o agricultor familiar no Semiárido Nordestino. Segundo Azevedo Carneiro, o atual governo não tem uma visão descentralizada, no sentido de desburocratizar o repasse dos recursos para a assistência técnica, e isso ocasiona um dos principais obstáculos apontados pelos agricultores familiares. Leia mais http://www.umarizalnews.com.br/2012/07/o-abandono-assistencia-tecnica.html
A ideia de “combate à seca” é considerada hoje como ultrapassada por muitos teóricos porque se concluiu após vários estudos, que as estiagens sempre ocorrem, e por isso, é preciso “conviver” com o clima Semiárido, desenvolvendo projetos que possibilitem o melhor aproveitamento e distribuição da água, perfurando poços para irrigação, construindo barragens e etc...
Poço perfurado na propriedade de um agricultor pela ONG Pão é Vida.
No entanto, até bem pouco tempo, em vez de disseminar políticas de "convivência com o semiárido", o governo federal empreendia o "combate à seca" – e isso desde que o imperador Dom Pedro 2° autorizou a construção do açude do Cedro, uma das primeiras grandes obras públicas de combate à estiagem, em 1880, passando pela fundação do atual Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), em 1909, e, na segunda metade do século 20, da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e outros órgãos. Fonte da reportagem: http://noticias.terra.com.br/no-nordeste-politica-de-convivencia-com-o-semiarido-substitui-combate-a-seca,0b72448f242bb310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.htm
Caminhões tem dificuldade de chegar para pegar a produção, falta  estradas.

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